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N. 6 | V. 1 | 2019

 

 

 

 

Objetivo

Quando você sabe o
que quer o caminho
torna-se mais claro

 

 

EDITORIAL N. 06

Eis aqui o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido com paixão e consistência: a Revista Conexão Moderna número 6.

Ao longo da jornada até aqui, diversos profissionais, sensibilizados e já atuantes nesta causa, participaram deste espaço compartilhando um pouco do seu conhecimento e permitindo que cada leitora e leitor possa refletir e expandir um pouco mais a sua consciência.

A consciência de si é o que pode levar alguém a um relacionamento melhor com o outro, com o ambiente em que está inserido e, especialmente consigo mesmo. Gandhi já preconizava “seja você a mudança que gostaria de ver no mundo”. Isso leva ao pensamento de que, se alguém muda o seu comportamento, poderá provocar no outro também uma mudança. E assim, segue-se impactando o meio. Importante mencionar que o primeiro passo para isso é conhecer-se a si. É o autoconhecimento. E aproveitando que se está bem próximo do final deste ano, cabe a pergunta: Que mudança você quer ver no mundo? Que mudança quer ver em si?

Neste sentido, esta edição foi preparada com temas que levam à diversas reflexões e estratégias para manter a qualidade de vida a partir da consciência e, impactar positivamente no seu meio. Fátima Palácio propõe usar a procrastinação como um recurso para as realizações. Será que é possível? Vânia Slaviero mostra o quanto o não julgamento pode promover a felicidade. Tatiana Paranaguá faz um convite para você aproximar-se de si. Isabel Uhlmann fala aos ansiosos. Quem nunca se sentiu ansioso, né?! Kristine Hallbom ensina uma técnica que pode fazer você se livrar de desconfortos bem rapidamente. Silvana Macedo traz estratégias mentais para resultados. Deborah Epelman provoca a reflexão sobre o campo e a qualidade de vida. E, por último, mas não menos importante, Daniela Carvalho e Edite Faganello apresentam a Rede Semear, um espaço virtual de aprendizagens e práticas para a cultura da não-violência.

Conteúdos valiosos, abordados de maneira simples e acessível. E assim, mantém-se firme o propósito de promover o desenvolvimento pessoal para impactar no desenvolvimento social.

Boa leitura!

 

 

 

Cristina Miranda
Diretora de Conteúdo

 

 

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CLIQUE AQUI para fazer o download em PDF da edição completa.

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LIDERANÇA DE SI

 

PNL: UM CAMINHO
QUE PODE LEVAR À
FELICIDADE

Por Vânia Lúcia Slaviero

 

 

A Programação Neurolinguística nos apresenta um novo olhar da vida. Uma viagem fascinante e necessária a todos os seres que desejam se autoconhecer de uma forma mais direta, segura e amorosa. Nesta jornada meus alunos repetem... “é aqui que aprendi o verdadeiro gesto de “não julgar”, “me colocar no lugar do outro de verdade”... outros comentam: “Nesta jornada aprendi a fazer a fala assertiva e a escuta empática autêntica”...
Como é bom se autodescobrir. E neste instante convido você a fazer mais algumas reflexões que podem contribuir para sua vida de forma muito simples. Vem comigo.
Todos os dias, ao acordar, exercemos o poder de escolhas. Escolhemos o caminho que pode levar à felicidade e o caminho que pode levar ao sofrimento.
Nem sempre o caminho da felicidade é cheio de prazeres logo cedo. São escolhas muitas vezes bem simples, como praticar o silêncio, a resignação, a tolerância, a paciência, o perdão...
E o caminho do sofrimento, muitas vezes se mostra cheio de prazeres, mas com a queda logo a frente. Portanto, as escolhas sempre estarão calcadas no autoconhecimento e na reflexão de um segundo olhar da vida. O primeiro olhar nos mostra isto... O que vejo  a priori?
O segundo olhar faz com que nos perguntemos: - O que mais isto tem a me revelar?
E assim enxergamos o que está por trás do primeiro olhar e descobrimos os detalhes, os aprendizados, as descobertas que nos esperam...

Se tivermos esta atitude constante na vida, teremos um caminho menos árduo e mais seguro no encontro da Felicidade.
Vale dizer Felicidade autêntica, pois a felicidade superficial as telas de tv estão recheadas tentando nos vender.
A Felicidade autêntica está, muitas vezes, na simplicidade, na verdade, no perdão e na expressão legítima do amor.

Menores coisas como brincar no parque, uma boa conversa, andar ao sol de mãos dadas, sorrisos puros, olhares de gratidão... sentar na calçada e dar uma boa gargalhada... 
Quantas vezes nos proporcionamos a felicidade autêntica?
Para isto precisamos sair do quadrado convencional... das regras de etiqueta enfadonhas e quem sabe ousar fazer diferente.
A vida necessita de um OUSAR...
Conta uma história verdadeira que um professor encontra um rapaz que diz ter sido seu aluno. E ele pergunta: - Lembra de mim? E o professor depois de pensar um instante, lembra e diz: - Ah sim, você foi meu aluno na terceira série. E então pergunta ao rapaz: - O que está fazendo? - Sou professor. Responde o rapaz. - Ah... Como eu? O que lhe inspirou a ser professor? E o rapaz prontamente respondeu: - Sou professor porque você me inspirou. Eu vi o impacto que você teve em mim e percebi o impacto que eu poderia ter na vida de outras pessoas e decidi entrar para a educação. Surpreso o professor perguntou: - Qual foi o momento em que lhe inspirei a ser professor?
 E o rapaz conta a história: - “Tenho certeza que você lembra desta história. Um dia um amigo meu, estudante também, chegou com um relógio novo que havia ganho de seus pais, lindo, e eu queria muito um igual aquele, mas não podia comprar. Eu decidi que queria para mim e roubei, peguei do bolso onde ele guardava o relógio. Aí este meu amigo percebeu que haviam roubado o seu relógio e reclamou com você professor. Então você disse: - O relógio do colega foi roubado, quem roubou por favor devolva. Não devolvi porque não queria e estava muito envergonhado. Então você trancou a porta, falou para todo mundo ficar em pé em fila, que você passaria de um por um para revistar os bolsos de todos até achar o relógio. Mas antes pediu para todos fecharem os olhos, que você faria isso com os alunos de olhos fechados. Pensei: Este será o momento mais constrangedor de minha vida. Todos fecharam os olhos e você foi indo de bolso em bolso e quando chegou no meu, encontrou o relógio e pegou. Continuou revistando todos e aí quando terminou disse: - Podem abrir os olhos. Já temos o relógio. Você não falou quem tinha roubado para ninguém. Você não me disse nada e nunca mencionou o episódio. E naquele dia você salvou a minha dignidade para sempre. Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Mas o dia em que minha dignidade foi salva por não ter sido menosprezado, chamado de ladrão, nem de mentiroso, e assim você salvou minha alma de eu não ter me tornado um ladrão, uma má pessoa. Você nunca falou nada. Não me deu lição de moral. Aconteceu, acabou, e eu entendi a mensagem. E entendi que isso é ser um verdadeiro educador. É o que se deve fazer. Isso é o que quero fazer da minha vida. E por isso entrei na área da educação. O professor estava ouvindo atentamente, e disse: - Nossa, isso é incrível.
E o rapaz disse: - Mas professor, você não lembra desta história? Quando o senhor me vê e ouve meu nome, com certeza lembra de tudo o que houve, do relógio que roubei. E o professor responde: - Eu não teria como saber essa história de você ter roubado. E o rapaz perplexo diz: – Por que não? É uma história dramática. E o professor responde: - Porque eu também fechei meus olhos ao revistar.
E para fechar nosso encontro nestas páginas de reflexões, trago nosso querido Gandhi em mais um de seus ensinamentos.
“Um dia perguntaram a Gandhi se ele perdoou todas as ofensas de seus inimigos. Ele respondeu que não, pois ninguém nunca o ofendeu, por isso ele não precisava perdoar ninguém”.

O que em minha vida está precisando de um segundo olhar? O que ainda preciso fazer para me colocar definitivamente no caminho das escolhas que me levam a Felicidade Autêntica?
Ótimas escolhas.

Seja a mudança que você gostaria de ver no mundo. - Gandhi

 

 

 

Vânia Lúcia Slaviero. Presidente do Instituto Educacional De Bem
com a Vida. Pedagoga, Escritora, Consultora e Trainer em PNL,
Yoga, Neurociência com ênfase em Qualidade de Vida.

 

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COMPORTAMENTO

UM DOS MAIORES
SOFRIMENTOS
DA HUMANIDADE:
A ANSIEDADE

Por Isabel Uhlmann

 

 

O conceito e o contexto da ansiedade: A ansiedade é caracterizada por um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. Todos nós, indistintamente, em algum momento de nossas vidas experimentamos medo antecipando uma situação futura. A ansiedade é natural estando associada ao instinto de sobrevivência. O ser humano sempre teve preocupação com o futuro desde os primórdios da sua existência, pois era necessário encontrar alimentação o mais breve possível, além de fugir de presas que poderiam constantemente capturá-lo. Obter comida, abrigo e fugir de possíveis presas eram as preocupações essenciais da humanidade primitiva.

Com o passar do tempo a sociedade foi avançando, produzindo alimentos industrialmente, transformando-se em meio urbano em que há risco mínimo de ataque por animais. Assim, não haveria necessidade de temer, pois encontra-se em condições financeiras razoáveis, além de alimento e disposição.

Porém, nos dias atuais há outras preocupações que incomodam.  Somos ansiosos não por suprir nossos instintos, mas por temer a possibilidade de não ter. Numa sociedade de consumo na qual estamos, os valores culturais reconhecidos são aqueles associados aos bens materiais. 
Desde criança queremos guloseimas e brinquedos. Os pais e a mídia, muitas vezes, estimulam esse comportamento. Os pais porque procuram preencher a falta de tempo com os filhos ou a falta de vontade de educar sua prole. Os bens são meios com resultado imediato. Qualquer problema parece ser curado com um brinquedo ou um doce. 
A mídia estimula a compra por razões óbvias em uma sociedade de consumo.
Quando adultos reproduzimos nossos afetos infantis, que se resumem a coisas. Queremos tudo o que os outros têm como carros, apartamentos, um emprego que pague bem, viagens, roupas, eletrônicos. Muito pouco sabemos sobre nós, parece que precisamos de um manual de instruções de emoções porque nunca soubemos nem fomos incentivados a lidar com elas. Afinal, todo choro, todas as decepções foram preenchidas com bens.
Aliado a tudo isso, apresenta-se um modelo social fixo, em que a todo momento, desde a infância nos deparamos com as seguintes perguntas: O que você quer ser quando crescer? Quer casar? Quantos filhos quer ter? Fugir desse modelo é visto com olhar estupefato. Há profissões que são socialmente valorizadas, um modelo familiar reconhecido socialmente, um padrão de vida aprovado por círculos sociais. Longe disso parece não haver vida. Há código sociais a serem seguidos.
A realidade parece patológica. Mas na verdade o é. Em doses homeopáticas somos forçados a seguir padrões herméticos sem reagir, ou melhor, a seguir e reproduzir,  parece tudo natural da forma como foi minuciosamente planejado.
Como disse, não fomos treinados a expressar o que sentimos, a lidar com nós mesmos, a descobrir um pouco como funcionamos. A todo esse quadro doentio respondemos com sintomas de ansiedade, que nada mais é que a impaciência ou medo do futuro. Não gostamos de nos deparar com algo incerto, aquilo que nos foge do controle. Numa sociedade em que se aprendeu a dizer quanto custa? Perguntar o que sinto parece ter um preço inestimável, é algo que custa caro demais.
 

 

Isabel Uhlmann é palestrante e coach empresarial com vasta experiência
no desenvolvimento humano. Experiência na área empresarial, tendo trabalhado
26 anos na educação profissional em uma das maiores empresas privadas brasileiras
do setor de educação e atuado no cargo de diretora e consultora de empresas.

 

 

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LIDERANÇA DE SI

 

PROCRASTINAÇÃO - ESSA
SABOTADORA DE REALIZAÇÕES
COMO UM RECURSO OU UMA
ARMADILHA
?

Por Fátima Palácio

 

Para entendermos o contexto e as situações onde a procrastinação se apresenta, é importante, primeiramente, definir o significado da palavra em si.  Vem do latim procrastinatus que significa pro (a frete) e crastinus (de manhã). 
Em termos práticos significa deixar para amanhã, para realizar mais a frente, ou depois. Podemos definir como o adiamento de uma ação.
A energia do ser humano se apresenta, basicamente, como duas imensas e poderosas forças motrizes, sendo que a primeira é que em geral nos movimentamos em direção ao que desejamos e a segunda é quando fugimos daquilo que não queremos em qualquer nível de intensidade. 
Nesse contexto, a procrastinação pode ser descrita em ambas as situações, uma vez que, no ato de “empurrar” ações que não nos agradam, passamos a fazer atividades que nos atraem; e delegamos as demais para outros momentos os quais estamos mais impulsionados a realizá-las.
O ato de procrastinar é tão antigo quanto a humanidade existe e é considerado comum, normal e aceitável até que se interponha e interrompa o fluxo normal das ações, impedindo as realizações que ansiamos. Nesses casos crônicos, a difamada procrastinação destrói sonhos e dissemina problemas psicológicos e fisiológicos trazendo estresse, sensação de culpa e vergonha em relação aos outros e a si mesmo. Quanto mais se procrastina maiores ficam essas sensações e piores nos sentimos. 
Mas há soluções para, aos poucos, transformar a nossa querida conhecida em um recurso ou uma ferramenta que auxilie a gerenciar o tempo disponível. 
Podemos usar as forças motrizes para elencar: 
o que é prioritário,
o que é importante, 
o que pode ser deixado para frente e devidamente procrastinado. 
Prioritários são os resultados que planejamos e sem os quais nos sentimos inacabados, quebrados ou incompletos. Desta forma, as atividades que trazem esses planos para o presente de forma palpável são aquelas que usaremos a energia em direção a conclui-los. 
Importantes definem-se por realizações que, embora ansiadas e necessárias, não impactam de forma que não agrada a falta, mas podemos preencher os espaços com as prioridades alcançadas.  
Restam as procrastináveis que, embora sejam agradáveis, realmente não nos fazem falta. Quando nos lembramos delas, são por pequenos e curtos momentos, pois geram desconforto momentâneo e, facilmente podem ser compensadas com as prioridades e importâncias já concluídas. 
Fácil entender esses conceitos através de uma metáfora muito conhecida onde um sábio mestre certa vez chamou seus discípulos e lhes deu uma tarefa: preencher um jarro de cerâmica com pedras grandes, pedregulhos, areia e água, de maneira que nada restasse e todos os ingredientes estivessem dentro do receptáculo no final do exercício. Cada aprendiz recebeu jarros de cerâmica idênticos e a mesma quantidade de pedras grandes, pedregulhos, areia e água. Um a um os estudantes se postaram a frente do sábio e foram adicionando os materiais no jarro, mas nenhum deles conseguiu finalizar a tarefa.  O sábio então pegou um jarro vazio e as mesmas quantidades de pedras grandes, pedregulhos, areia e água para si e demonstrou qual a resposta ao enigma. Primeiro colocou as pedras grandes e ajeitou-as no jarro, em seguida adicionou os pedregulhos, cuidadosamente, entre os espaços vagos entre as pedras maiores, no terceiro passo despejou vagarosamente a areia até o ultimo grão e finalmente despejou toda a água.
As pedras grandes representam nossas prioridades, nossa saúde física, emocional e espiritual, incluindo principalmente nosso propósito de vida que, sem eles não nos sentimos completos.  Os pedregulhos são nossas realizações materiais e financeiras que, mesmo em falta, podem ser facilmente esquecidas quando estamos bem emocionalmente e em consoantes com a missão de vida. A areia e a água são os procrastináveis, fazem falta de maneira singela, mas servem realmente para preencher os espaços vazios. 
O consumismo confunde e coloca esses itens tão primordiais fora de ordem e, desta forma, não há espaço para o que realmente nos completa e faz felizes. Sucesso sem felicidade, amor e realizações imateriais é só uma maneira de procrastinar a plenitude de nossa humanidade.
Cabe a cada um de nós identificar quais são as pedras grandes, os pedregulhos, areia e água. Não há dois seres humanos idênticos, portanto não há como utilizar modelos pré-desenhados por outros se não nós mesmos. 
Nesse final de ano, onde uma fase se finda e se abre mais uma oportunidade de recomeçar, é importante fazer sua lista de prioridades, de importâncias e procrastinações e assumir como seu projeto. Afinal, tudo é imaginário até que façamos destes planos plena realidade.
 

 

Fatima Palácio é Master Trainer em PNL Sistêmica e afiliada a NLPI University
desde 2016 contribuindo para a disseminação da PNL como ferramenta de
autoconhecimento e de excelência humana.

 

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ESTRATÉGIA

AS BOLAS DE
NATAL E AS
ESCADAS SEM
DEGRAUS

Por Tatiana Paranaguá

 

 

Eis aquela época do ano em que desprevenidos entramos em um estabelecimento comercial para comprar pilhas, biscoito - ou outra sorte de coisas – e de repente somos surpreendidos por um brilho que se insinua pela fresta de uma caixa que está sendo levada para o estoque! Apertamos os olhos, como se não acreditássemos no que vemos, mais eis que as nossas suspeitas se confirmam e a exclamação é inevitável: Mas já! É isso mesmo, são bolas de natal, o ano está acabando, de novo. Com essa constatação começa a temporada de avaliações: O que eu fiz com meu ano? Ou melhor: o que fiz com meu tempo? Para afastar esse pensamento incômodo, acionamos o lado esquerdo do cérebro e nos ocupamos das coisas que temos para executar, afinal ainda falta algum tempo, e sabemos como o comércio se antecipa cada vez mais a cada ano. Pode até ser que a estratégia de se refugiar nos afazeres do dia a dia seja eficiente por alguns dias, mas eis que cada vez mais aquelas bolas começam a sair das caixas aos milhares, e a cada passo que você dá já é Natal, e uma semana depois do Natal você sabe, vem o Ano Novo. 
É quase impossível se esquivar do impulso de autoavaliação do que foi feito e do que deixou de ser feito. A procrastinação do mais um mês segue sua soma até totalizar doze, mais um ano em que talvez as coisas não tenham sido feitas ou saído da forma desejada. É certo que a vida surpreende, porém não nos consolemos com isso, pois os eventos inevitáveis do destino são relativamente poucos quando comparados àqueles nos quais uma atitude efetiva teria feito toda a diferença. Mas ainda assim tentamos responsabilizar outras pessoas, situações, conjunturas... Ou arquitetamos um eficiente esquema de auto sabotagem estabelecendo objetivos extremamente elevados sem incluir no projeto os degraus da escada.
Chegamos ao terceiro parágrafo do artigo! Seria o momento ideal para iniciar as dicas gerais revolucionárias de como levar adiante os objetivos e metas estabelecidos para o Ano Novo respaldada pelo meu saber de psicóloga clínica. Geralmente é o que me pedem em diversos meios, mas hoje quero fazer diferente, pois sei que há lugar nessa revista para tratar de coisas mais profundas.
Trago então a questão: Os seus objetivos são realmente os seus objetivos? É a mais pertinente das perguntas, pois muitas vezes os nossos objetivos não são estabelecidos de dentro para fora, a partir de uma verdade interior, mas de uma pseudoverdade que insistimos em tomar como nossa, por falta de autoconhecimento e confiança em quem realmente somos e queremos ser. Mídias sociais que ditam o que é ser um ser humano pleno, tradições familiares, necessidade de provar a quem quer que seja que a nossa vida vale a pena, criam a ilusão de que queremos e desejamos muitas coisas, quando na verdade não se trata de um querer legítimo. É algo parecido com uma campanha de marketing que nos faz acreditar que precisamos comprar produtos dos quais não necessitamos. Quanto mais frágeis e desconectados estivermos de nossa essência, mais vulneráveis estaremos a esse catálogo de objetivos pré-fabricados. Mas depois de comprá-los resta apenas o vazio e um impulso que não se sustenta. No fundo sabemos que mesmo alcançando-os não teremos o que almejamos: Amar. Simplesmente amar, aos outros e a nós mesmos. Falar de amor parece algo tão distante que não me surpreenderá o fato de algum leitor “travar” ao se deparar com essa palavra. Muitos objetivos não possuem amor em suas bases, é muito frequente que grandes projetos sejam impulsionados na verdade por medo, rancor, inveja, orgulho mágoa e baixa autoestima. São como carros movidos a combustíveis tóxicos, eles avançam, mas ao mesmo tempo tiram a saúde do motorista e de quem mais estiver por perto.
Antes de estabelecer as metas de 2020 devemos nos perguntar sinceramente se elas nos aproximarão de nós mesmos, da nossa essência primordial.
Caminhar rumo a quem somos e descobrir a que viemos é o grande objetivo e aventura da vida, quando vislumbramos essa verdade ainda que de forma tênue, temos condições de ativar as qualidades que levam e elevam um ser a ser verdadeiramente humano: firmeza, Constância, Força de Vontade, Resistência, Coragem, Disposição, Alegria e Esperança.
Desejo sinceramente que as bolas de natal, pisca-piscas e fogos de artifício não ofusquem e sim iluminem nossos firmes degraus rumo às vitórias verdadeiras em 2020!
 

 

 Tatiana B. Carvalho de Paranaguá. Professora de psicologia
da PUC-Rio, Diretora da clínica e escola de Psicologia Analítica
Centro Junguiando.  Consultora e Palestrante.

 

 

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ESTRATÉGIA

DYNAMIC SPIN
RELEASE E A ENERGIA
DA SUA MENTE

Por Kris Hallbom

 

 

 

Meu marido Tim e eu descobrimos que a maioria de nossos pensamentos, sentimentos e emoções tem uma certa rotação inconsciente, na qual eles giram no sentido horário ou anti-horário.
Com o tempo, percebemos que a maioria dos estados problemáticos ou emoções negativas parecem girar em uma direção, enquanto estados positivos e emoções giram em outra direção. Se você pegar uma emoção negativa e inverter a direção do giro, a negatividade da emoção desaparecerá. Se você sentir um sentimento positivo e girar cada vez mais rápido na mesma direção, isso intensificará a natureza positiva do sentimento.
De uma perspectiva quântica, faz sentido que a rotação esteja tão profundamente tecida em nossa consciência e cultura. De acordo com a mecânica quântica, toda a natureza do nosso universo é baseada no spin. Portanto, o spin é uma propriedade intrínseca de todas as partículas elementares, como quarks, leptons e bósons - que são os elementos básicos do nosso universo. 
Assim como a Terra gira em torno do Sol, e a Lua gira em torno da Terra, nossos pensamentos, sentimentos e ações também têm uma certa qualidade de rotação. A idéia de "rotação" ou "movimento circular" está profundamente enraizada em nossa consciência e em como processamos informações. Por exemplo, você pode ouvir como as pessoas apresentam rotação em seus padrões de linguagem. Quantas vezes você já ouviu alguém dizer ...

- "Eu tenho essa ideia que tem rodado e rodado na minha cabeça".
- "Eu continuo falando em círculos sobre esse problema".
- "Vamos dar uma nova olhada nessa ideia".
- "Continuo repetindo o que devo fazer a seguir".
- "Estou todo acabado".
- "Eu continuo rodando essa ideia na minha cabeça".
- "Preciso relaxar e tomar uma taça de vinho".
- "Este é um ciclo terrível em que estivemos".
- "A economia está em espiral descendente".
 

Além disso, você pode ouvir muita conversa sobre rotatividade na mídia e na política. Quantas vezes você já ouviu um comentarista falar sobre a "máquina giratória", ou o acontecimento mais recente do dia, ou como algum político pobre precisa de um médico de rotação.
Você não apenas pode ouvir metáforas de rotação nos padrões de linguagem das pessoas, mas também pode ver a "rotação" em seus comportamentos e gestos não verbais. Tudo o que você precisa fazer é observar alguém por um tempo e começará a perceber com que frequência eles fazem movimentos circulares com as mãos e os dedos enquanto conversam. Você também os verá fazendo movimentos micro-circulares com a cabeça, os olhos e o corpo.
O meu fascínio e do Tim por girar teve início na primavera de 2008. Tudo começou com uma simples dor de cabeça. Era uma manhã ensolarada e estava com dor de cabeça, no lado direito. Perguntei ao Tim se ele poderia fazer algo para melhorar. Então, Tim estendeu a mão para o lado direito da minha cabeça e imitou o movimento de puxar a dor para o lado de fora da minha cabeça. Ele então me pediu para representar a dor de cabeça em uma imagem tridimensional holográfica a cerca de um metro de distância de mim e explicar como era.
A primeira coisa que notei foi que parecia um cérebro leve avermelhado-rosado, e estava girando no sentido horário em um movimento lateral. Então, Tim me disse: "Por que você não gira a dor de cabeça no sentido anti-horário até que ela desapareça?"
Era meio engraçado porque ele girava os dedos em círculos enquanto dizia isso. E então ele desapareceu na outra sala. Eu acho que ele deve ter ido verificar o e-mail ou algo assim.

Enfim, fui em frente e fiz o que ele disse e girei a imagem no sentido anti-horário, e minha dor de cabeça desapareceu. Devo admitir que fiquei bastante surpresa com a rapidez com que foi embora. Então eu imediatamente comecei a fazer esse processo com todos os meus clientes e obtive alguns resultados incríveis. Tim começou a fazer isso com todos os seus clientes e também estava obtendo bons resultados. Parecia que quanto mais fizéssemos isso com nossos clientes, mais conseguíamos ajustar o processo. E antes que eu percebesse, tínhamos desenvolvido vários processos e técnicas diferentes, envolvendo os conceitos de redes quânticas de spin, consciência holográfica, mudanças de submodalidade na consciência e energia de nossa mente.

Ao trabalhar com alguém, uma das várias técnicas que temos adotado é fazer com que o cliente identifique um sentimento, imagem ou voz desagradável e coloque-o a vários metros de distância, na forma de uma imagem holográfica tridimensional. Em seguida, perguntamos ao cliente de que maneira a imagem está mudando. Sempre que perguntamos isso a alguém, quase sempre dizem: no sentido horário ou anti-horário. Raramente alguém diz que a imagem não "gira".

Em seguida, pedimos ao cliente que gire a imagem na direção oposta de como eles originalmente a viram e gire com tanta rapidez e força que ela explode e desaparece de volta ao universo. É como se um grande vácuo gigante chegasse e sugasse. E então um "presente" especial aparecerá dentro do espaço vazio recém-criado. O presente geralmente serve como um poderoso recurso de cura para o cliente e tem um significado profundo para ele. Depois que o cliente recebe o presente, pedimos que ele traga de volta a essência de cura para o coração ou para algum lugar do corpo.

Com o tempo, observamos um padrão para os tipos de presentes metafóricos que o cliente recebe, a cor dos presentes, a forma dos presentes e a qualidade geral dos presentes. Normalmente, o presente parece ser algum tipo de metáfora arquetípica que tem um significado especial para ele, como um diamante, uma caixa de tesouro ou uma rosa.
Quais são esses presentes e de onde eles vêm? Em termos de PNL, eles podem ser entendidos como provenientes da mente inconsciente e de uma perspectiva da psicologia junguiana; eles podem ser entendidos como arquétipos metafóricos.

Carl Jung apresentou a idéia de um inconsciente coletivo ao qual todos os humanos têm acesso. Ele descreveu esse inconsciente coletivo como um vasto reservatório de imagens arquetípicas formadas ao longo da história e desenvolvimento da humanidade. Embora essas imagens arquetípicas sejam comuns à humanidade, o significado de um arquétipo em particular para a pessoa é específico. O arquétipo geralmente pode aparecer como um símbolo de cura ou uma metáfora como uma flor, uma estrela brilhante ou um caminho de ouro - o que é exatamente o que a pessoa precisa naquele momento de sua vida. 

Ajustar-se ao inconsciente coletivo e obter acesso aos arquétipos relevantes pode ser uma experiência transformadora da vida. Então agora pedimos às pessoas que procurem esses arquétipos metafóricos como parte intrínseca do processo Dynamic Spin Release ™. 

Desenvolvemos várias novas técnicas e/ou variações do processo acima mencionado. Temos nos divertido muito com isso, e nossos clientes adoram essa atividade.
Dia desses tive um cliente me perguntando se estava tudo certo ao girar um sentimento ruim, que estava tendo "no sentido anti-horário".

Meu "cientista interno" ficou curioso para saber o porquê de esse processo funcionar tão bem. Então comecei a ler sobre spin quântico e biofísica do cérebro. Através de minha pesquisa, descobri que existem cientistas bem importantes (Hameroff e Penrose, 1996) que acreditam que todo pensamento, sentimento e emoção que temos consiste em diferentes estados quânticos e que são mediados pela rotação quântica e pela geometria do tempo espacial. 

Fiquei empolgada quando li isso, porque ele oferece uma explicação sobre o motivo pelo qual obtivemos resultados tão positivos com o processo Dynamic Spin Release ™ a partir de uma perspectiva teórica da física. Independentemente de essas teorias serem 100% precisas, elas apoiam o fato de que o DSR é uma maneira prática de "liberar" a energia, sentimentos, emoções e crenças negativas. É também uma maneira agradável e fácil de trabalhar com a energia da mente e a natureza holográfica de nossa consciência (Germine, 2008). 

Curiosamente, toda a idéia de "desviar os problemas" é antiga e remonta à tradição sufi do século XII de "Sufi Spinning" (que é um ritual de dança em transe que ainda é praticado hoje pelos dervixes giratórios). Whirling Dervish é uma dançarina mística que gira e gira em um ritmo preciso, que é representativo da terra girando em seu eixo enquanto orbita o sol. O objetivo do ritual de dança giratória é que o dervixe seja esvaziado de todos os pensamentos negativos e se mova para o êxtase espiritual por meio dessa forma sagrada de girar. 

Richard Bandler, o co-criador da PNL, também criou um processo de fiação hipnótico, que ele chama de "Técnica da rotação" ou "Processo de rotação reversa". Bandler tem transformado sentimentos negativos em sentimentos positivos há vários anos e também tem obtido bons resultados.

Em essência, acho que você poderia dizer que o spin existe há muito tempo e provavelmente veio para ficar , tendo em vista que os elétrons giram em torno do núcleo de um átomo, os planetas, em nosso sistema solar, giram em torno do sol, a terra gira em seu eixo, e os dervixes giram em êxtase. Portanto, Dynamic Spin Release ™ parece ser uma coisa boa também.
 

 

 

Kristine Hallbom é co-fundadora do NLP & Coaching Institute e está
ativamente envolvida no campo da PNL há mais de 25 anos. Ela trabalha
como Coach profissional em PNL desde 1996 e fez milhares de horas de
coaching profissional com seus clientes e alunos ao longo de sua carreira.

 

Artigo original em inglês...

Dynamic Spin Release and the Energy of Your Mind

By Kris Hallbom

My husband, Tim and I, have found that most of our thoughts, feelings and emotions have a certain unconscious spin to them-in which they either turn clockwise or counterclockwise.

Over time, we have noticed that most problem states or negative emotions seem to be spinning one direction, while positive states and emotions spin another direction. If you take a negative emotion, and reverse the direction of the spin, the negativity of the emotion will disappear. If you take a positive feeling and spin it faster and faster in the same direction, it will intensify the positive nature of the feeling.

It makes sense from a quantum perspective that spin is so deeply woven into our consciousness and culture. According to quantum mechanics, the entire nature of our universe is based on spin. Hence, spin is an intrinsic property of all elementary particles such as quarks, leptons and bosons– which are the basic building blocks of our universe. (1)

Just as the earth rotates around the sun, and the moon circles around the earth, our thoughts feelings, and actions have a certain spin quality to them as well. The idea of “spin” or “circular movement” is deeply rooted into our consciousness and how we process information. For example, you can hear how people represent spin in their language patterns. How many times have you heard someone say…

• I have this idea that has been going round and round in my head.
• I keep talking in circles about this problem.
• Let’s put a new spin on that idea.
• I keep looping around on what I should do next.
• I’m all wound up.
• I keep spinning this idea in my head.
• I need to go unwind, and have a glass of wine.
• This is a terrible cycle that we’ve been in.
• The economy is spiraling downward.

Moreover, you can hear a lot of talk about spin in the media and with politics. How many times have you heard a news commentator talking about the “spin machine”, or the most recent spin of the day, or how some poor politician is in need of a spin-doctor.

Not only can you hear spin metaphors in people’s language patterns, you can also see the “spin” in their non-verbal behavior and gestures. All you have to do is watch someone for a while, and you’ll begin to notice how often they make circular movements with their hands and fingers while they are talking. You will also see them making micro-circular movements with their heads, their eyes and their bodies.

Tim and mine's fascination with spin began in the spring of 2008. It all started with a simple little headache. It was a sunny morning, and I had a headache on the right side of my head. I asked Tim if he could do something to make it better. So Tim reached over to the right side of my head and mimicked the motion of pulling the headache from the outside of my head. He then asked me to represent the headache in a holographical 3-dimensional image about two feet away from me, and to explain what it looked like.

The very first thing I noticed was that it looked like a light reddish-pinkish brain, and it was turning clockwise in a sideways motion. So Tim casually said to me, “Why don’t you just spin the headache counterclockwise until it disappears"!

It was kind of funny because he twirled his fingers around in circles as he was saying this. And then he disappeared into the other room. I think he must have gone to check email or something like that.

Anyway, I went ahead and did what he said and spun the image counterclockwise, and my headache disappeared. I must admit I was pretty surprised at how quickly it went away. So I immediately began doing this process with all of my clients, and got some incredible results. Tim started doing it with all of his clients, and he was also getting good results. It seemed that the more we did this with our clients, the more we were able to fine-tune the process. And before I knew it, we had developed several different processes and techniques involving the concepts of quantum spin networks, holographic consciousness, submodality shifts in awareness, and the energy of our mind.

When working with someone, one of the several techniques that we have been doing is to have the client identify an unpleasant feeling, image, or voice and place it several feet outside of them in the form of a 3-dimensional holographic image. We then ask the client which way is the image turning. Whenever we ask someone this, they almost always say clockwise or counterclockwise. Rarely does anyone say that the image has “no spin” to it all.

We then ask the client to spin the image in the opposite direction of how they originally saw the image, and to spin the image so fast and hard that it explodes and disappears back into the universe. It’s as if a big giant vacuum comes in and sucks it up. And then a special “gift” will appear inside of the newly created empty space. The gift often serves as a powerful healing resource for the client, and has profound meaning for them. Once the client gets the gift, we then have them bring the healing essence of it back into their heart or somewhere in their body.

Over time, we have noticed a pattern to the types of metaphorical gifts the client’s receive, the color of the gifts, the shape of the gifts and the overall quality of the gifts. Usually the gift appears to be some kind of an archetypical metaphor that has special meaning to the client such as a diamond, a treasure box or a rose.

What are these gifts and where do they come from? In NLP terms they might be understood as coming from the unconscious mind of the client, and from a Jungian psychology perspective; they might be understood as metaphorical archetypes.

Carl Jung put forward the idea of a Collective Unconscious to which all humans have access. He described this collective unconscious as a vast reservoir of archetypical images formed throughout the history and development of mankind. Although these archetypal images are common to humanity, the significance of a particular archetype to the individual person is specific: the archetype can often appear as a healing symbol or a metaphor such as a flower, a shining star, or a golden pathway– which is exactly what the person needs at that moment in their life. (2) (3)

Tuning into the collective unconscious and gaining access to the archetypes that are relevant to a person can be a life transforming experience. So now we ask people to look for these metaphorical archetypes as an intrinsic part of the Dynamic Spin Release™ process. (4)

We have developed several new techniques and/or variations of the aforementioned process. We’ve been having a lot of fun with this, and our clients seem to love doing it. Just yesterday, I had a client ask me if it was all right to spin a bad feeling that she was having, “counter clockwise”.

My “inner scientist” became curious as to why this process works so well. So I started reading about quantum spin and the biophysics of the brain. Through my research, I discovered there are some well published scientists (Hameroff and Penrose, 1996) who believe that every thought, feeling, and emotion we have consists of different quantum states that are mediated through quantum spin and space time geometry. (5) (6)

I became excited when I read this because it offers an explanation as to why we’ve been getting such positive results with the Dynamic Spin Release™ process from a theoretical physics perspective. Whether or not these theories are 100% accurate, they support the fact that DSR is a practical way for “releasing” one’s negative energy, feelings, emotions and beliefs. It is also a nice and easy way to work with the energy of the mind, and the holographic nature of our consciousness (Germine, 2008). (7)

Interestingly, the whole idea of “spinning one’s problems away” is an ancient one that dates back to the 12th century Sufi tradition of “Sufi Spinning” (which is a trance like dance ritual that is still practiced today by the Whirling Dervishes.) The Whirling Dervish is a mystical dancer who twirls and spins in a precise rhythm, which is representative of the earth revolving on its axis while orbiting the sun. The purpose of the spinning dance ritual is for the dervish to be emptied of all negative thoughts, and to move into spiritual ecstasy thorough this sacred form of spinning. (8) (9)

Richard Bandler, the co-developer of NLP, also created a hypnotic spinning process, which he calls the “Spin Technique” or the “Reverse Spin Process”. Bandler has been spinning negative feelings into positive feelings for several years, and has been getting good results too. (10)

In essence, I guess you could say that spin has been around for a long time, and is probably here to stay… given how electrons spin around the nucleus of an atom, the planets in our solar system revolve around the sun, the earth twirls on its axis, and the dervishes spin in ecstasy. Dynamic Spin Release™ seems to be a good thing too.

 

References

(1) Introduction to Quantum Mechanics – 2nd ed. by David J. Griffiths. (Prentice Hall Publishing, 2004.)
(2) The Archetypes and The Collective Unconscious by Carl Jung.  (Collected Works of C.G. Jung Vol.9 Part 1)
(3) A Primer of Jungian Psychology by Calvin S. Hall and Vernon J. Nordby
(4) Man and His Symbols by Carl Jung
(5) Conscious Events as Orchestrated Spacetime-Selections by Stuart Hameroff and Roger Penrose. (Journal of Consciousness Studies, 3:36-53, published in 1996)
(6) Consciousness, the Brain, and Spacetime Geometry by Stuart Hameroff. (Annals of the New York Academy of Sciences, 929:74-104, published in 2001)
(7) The Holographic Principle Theory of Mind by Mark Germine (World Futures -Journal of General Evolution, Volume 64, Issue 3 April 2008, pages 151 – 178).
(8) Sufism and Dervishes-The Fundamental Meaning of Sema (The Whirling Dervishes of Rumi webpage at:www.whirlingdervishes.org/whirlingdervishes.htm).
(9) Definition of the Ancient Whirling Dervish Ritual (Gregangelo & Velocity Arts webpage at: www.gregangelo.com/define.htm).
(10) Interview with Richard Bandler “Treating Nonsense with Nonsense: Strategies for a Better Life” by Ronnie Amsler (NLP Institut Zuerich PDF down load, 1999).
(11) The Holographic Universe by Michael Talbot  (Harper Collins Publishers, 1991)

 

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ESTRATÉGIA


ESTRATÉGIAS MENTAIS
PARA BUSCA
DE RESULTADOS

Por Silvana Macedo

 

 

Uma das características das pessoas bem-sucedidas é ter clareza sobre o que realmente deseja. Esse princípio surge como resultado dos estudos realizados por Bandler e Grinder, idealizadores da Programação Neurolinguística, popular PNL. A base de tudo é O QUE VOCÊ QUER? 
A falta de clareza, literalmente faz com que o indivíduo tenha uma vida, tal como um “cão correndo atrás do seu rabo”, ou seja, não sai do lugar. Sendo assim, como passar a desfrutar de uma vida com mais realizações e conquistas? 
Neste artigo, além desse importante princípio, vou falar, sobre três aspectos bem importantes que vão contribuir para dar sustentação ao que você busca e, também, para que possa elevar seus níveis de realizações e conquistas. São eles:

1.    Saber o que quer
2.    Senso de merecimento
3.    Entrar em AÇÃO
 

1- SABER O QUE QUER

Como ter clareza sobre o que quer se muitas vezes não se sabe nem por onde começar, seja por falta de opções, ou, por existirem muitas escolhas disponíveis? 

A- EXCESSO DE OPÇÕES: 
nesse caso importante decidir. Mas como decidir? 
Uma grande executiva ao ser indagada pelo seu sucesso, simplesmente, respondeu que "tomava decisões". E qual o critério para as tomadas de decisões? Mirava na opção que lhe parecia melhor e, a partir, disso se dedicava, integralmente, para que essa escolha se configurasse na melhor. 
E se analisar, pessoas que decidem são mais felizes. Observe a seguinte situação: uma pessoa estava há 6 meses desempregada e de repente lhe surgem 4 opções de emprego. Ao decidir por uma delas, fica ainda se questionando, “e se tivesse optado pela outra empresa, ou pela outra, talvez lá seria melhor”. Nesse meio de tantas dúvidas perde a oportunidade de se dedicar integralmente àquela sua escolha e fazer com que se configure na MELHOR. 

B - FALTA DE OPÇÕES: 
nesse caso, vale observar como está sua vida, seus desafios e fazer a seguinte pergunta: O QUE QUERO AO INVÉS DISSO? Muito incrível, pois a resposta geralmente surge como uma opção que pode ser transformada no seu objetivo. 
Importante considerar, que uma vez identificado o objetivo, e de maneira clara, facilita inclusive para desenvolver o foco e priorização, fatores tão valorizados por especialistas que abordam temas sobre alta performance.

2- SENSO DE MERECIMENTO
Você já viu aquelas pessoas que chegaram em determinado patamar de conquistas e de repente perdem tudo? Ou muitas vezes até sabem o que desejam mas não tomam nenhuma atitude? 
Enfim, o senso de merecimento tem duas variáveis importantes a serem consideradas:
A - Programações recebidas no decorrer de sua vida, e 
B - Lei do pertencimento, conforme Ordens do Amor de Bert Hellinger

A - PROGRAMAÇÕES RECEBIDAS
Outro dia em um supermercado, ao passar por uma mãe, ela dizia para seu filho: você não vai ganhar esse salgadinho porque você NÃO MERECE. 
Cabe considerar, conforme pressuposto da PNL, que toda ação tem uma intenção positiva para quem o pratica, e talvez a intenção dessa mãe é corrigir seu filho por algum comportamento indevido. No entanto, mal sabe ela que com essa fala, está programando seu filho, para que na vida adulta, sempre venha aquele diálogo interno de “quem você pensa que é para ter isso, você NÃO MERECE”. Talvez algum dia, você até tenha se flagrado com esse tipo de pensamento limitante. E como limita! 

B - LEI DO PERTENCIMENTO
O que diz essa lei? Baseada nos estudos de Bert Hellinger, essa lei diz que todos fazem parte de um sistema familiar e que alguém jamais pode ser ou se sentir excluído. Essa ideia surge porque durante a existência do ser humano, foi instalado, em nível inconsciente, que o fato de pertencer a uma tribo, ou grupo de pessoas garante a sobrevivência. Então dá para perceber que isso impacta no senso de autopreservação e segurança, e esse fenômeno acontece de maneira inconsciente? 
Nesse sentido, imagine uma pessoa, que não tem modelos na sua família de alguém que tenha sido muito bem-sucedido, e resolve empreender. Observe que, por fazer algo diferente de “sua tribo” inconscientemente vem a ideia ameaçadora de ficar de fora. Se não houver um bom trabalho emocional, para ter permissão interna para suceder, vai até determinado ponto e logo dá um jeito, de sabotar seu negócio. 
A boa notícia é que tem saída para isso. Mas por onde começar?
• Decidir e decretar que você vai se comprometer a quebrar o padrão de limitações e deixar um novo modelo para que outras pessoas, do seu sistema, também possam sentir que tem permissão para assim o fazer por conta de ter um exemplo na sua "tribo". 
• Para entender melhor a dinâmica dessa lei, abaixo uma meditação poderosa que contribui para você se dar permissão, para fazer diferente sem se sentir excluído do seu sistema e, por amor, 
se sinta com permissão para avançar. 

“Queridos, por amor ao meu sistema, eu serei infiel ao modelo atual, para que possa implementar um novo modelo de muito mais resultados, de muito mais felicidade e conquistas, pois sei que assim, estarei abrindo espaço para que mais pessoas no nosso sistema tenham permissão para serem ainda mais bem sucedidos”.

3 - ENTRAR EM AÇÃO
Para entrar em ação, vale ressaltar que é imprescindível um plano bem estruturado. Imagine um engenheiro, o mais capacitado do mercado, e a ele foi incumbido a tarefa de construir uma determinada obra, no entanto não lhe foi passado o projeto. Como sairia essa obra por mais capacitado que ele seja? Nesse sentido, cabe salientar a importância da clareza de objetivo para elaboração de uma plano de ação estruturado e orientado ao resultado. 
Mas o que fazer se já sei o que quero, tenho plano estruturado, mas, ainda assim, falta disciplina para ação? 
Quero falar sobre duas estratégias mentais, ou formas de motivação apresentadas pela PNL: 
• Estratégia de afastamento
• Estratégia de aproximação 

Imagine a seguinte situação: dois moradores buscando trocar de casa. 

1. Morador A: deseja buscar outro local porque não aguenta mais os vizinhos barulhentos, os cães da região vivem latindo e além disso a casa não é tão ventilada. 
A motivação do morador A, é por “afastamento”, ele deseja fugir de algo, eliminar uma "dor". 
2. Morador B: Deseja trocar de casa porque busca uma excelente localização, quer uma casa que seja bem ventilada, com vizinhos tranquilos. 
A motivação do morador B, é por “aproximação”, ou seja, ele está indo em direção a algo. 
As pessoas funcionam de maneira diferente, e você se motiva por aproximação ou por afastamento? Percebe que a aproximação está relacionada com a busca pelo prazer, já o afastamento é fugir da dor?
No entanto, conforme Tony Robbins, grande profissional da PNL, uma das maneiras mais poderosas de se motivar para agir, é imaginar o “estado desejado” e atribuir muita dor CASO NÃO CONSIGA, obter o que quer. 
Por exemplo: imaginar a maravilhosa casa, e o que de “dor” ou desconforto poderia gerar caso não alcance a casa. Avaliando essa estratégia, dá para entender porque muita gente não consegue, pois atribui a estratégia do afastamento da "dor" no processo e não no objetivo final. O que isso significa? 
Imagine alguém que está fazendo dieta para eliminar peso. Se a pessoa colocar o foco “da dor” a cada refeição por deixar de comer o que gosta, ela não vai ter o impulso necessário para ir até o fim. Por outro lado, se ela colocar a percepção de dor, caso ela não alcance o que deseja, a percepção da dor de cada refeição pode até se tornar insignificante. 
Essa estratégia pode ser adotada para qualquer objetivo que você desejar, e é confirmado que esse modelo é adotado por pessoas que tem muitas realizações. 

Misturando a coisa toda 
Tendo em vista, um importante pressuposto que diz, "você já tem todos os recursos para buscar o que você deseja, caso não tenha, você tem os recursos para buscar recursos". 
Olhando por esse ângulo, faz sentido que você pode SER, FAZER e TER tudo o que desejar? Basta utilizar as estratégias certas e o sucesso será SEU!
Fica a dica!!
 

 

Silvana Macedo é Master Trainer em PNL pela Universidade de Santa
Cruz – UNLP/Califórnia, Educadora e Consultora em PNL com ênfase em
Empreendedorismo, Consciência de Liderança e Comunicação.

 

 

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SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

 

O FINAL DO ANO ESTÁ
AÍ... COMO SUSTENTAR
EQUILÍBRIO MENTAL
E EMOCIONAL
?

Por Luiz Fernando Nicolodi

 

Final de ano para muitos de nós significa acúmulo de demandas, festas, reuniões, comemorações, gastos e para muitos, mais trabalho, correrias e demandas. Diante disso, é possível nos manter em equilíbrio mental e físico?

ABRIR MÃO DE COISAS INÚTEIS
Talvez um bom caminho é justamente buscar o essencial na nossa vida. Em geral, se avaliar minuciosamente, poderemos perceber que grande parte das coisas que nos envolvem, como objetos, situações, compromissos e tarefas, muitas vezes, não são assim tão fundamentais e significativos naquele momento. No entanto, temos o hábito de não avaliar com cuidado essa lista de tarefas que se faz aos nossos olhos de forma quase espontânea todos os dias. Ao não termos a maturidade de abrir mão de algumas dessas tarefas, não construir uma priorização e não colocarmos o foco no que realmente é importante neste momento, podemos ser arrastados pelo acúmulo e pela multiplicação de afazeres que tomam tempo, energia e saúde. 
Para estar em equilíbrio, precisamos aceitar nossa humanidade por completo. Isso significa que devemos trabalhar, descansar, ter lazer, estar com família, amigos, viajar e muitas outras coisas mais, como meditar, refletir e repousar a mente. Quando seguimos a tendência à polarização, por exemplo, se dedicar 14 horas por dia ao trabalho, e afogamos outros aspectos importantes da vida, podemos até por algum tempo tolerar tal rotina, porém mais adiante, ao longo do tempo a probabilidade maior é a exaustão e para muitos a depressão.

VALORIZAR NOSSA VIDA HUMANA PRECIOSA
Em geral, equilibrar a rotina de modo a contemplar o trabalho, o descanso e relacionamentos parece ser um caminho mais confiável a fortalecermos nossa saúde e bem-estar. Devemos ter em mente que a vida preciosa está disponível para nós aqui, neste momento, e que não temos clareza de até quanto tempo iremos desfrutar dela e dos que estão ao nosso redor.  Se olhar dessa maneira, aprenderemos a aproveitar cada pequeno momento dessa vida de uma forma plena, de modo que o autocuidado conosco e o cuidado com todos ao nosso redor sejam valores fundamentais que valem a pena vivenciar diariamente. 

CONFIAR NA IMPERMANÊNCIA DE TUDO
Muitas vezes podemos fazer grandes planos para o futuro, achando que seremos felizes e plenos se um dia tivermos uma família, uma casa, uma viagem, um carro, dentre outras posses e situações. No entanto, é importante contemplar que não temos qualquer certeza sobre o dia de amanhã, ou sobre o próximo momento. Não seria mais prudente buscar o contentamento genuíno com as coisas, pessoas e situações que temos nesse momento?  Sem fazer tantos planos...afinal de contas, sejamos sinceros, quantos planos se realizam da maneira como ensejamos? Na maior parte das vezes não temos controle algum sobre circunstâncias, acontecimentos e relações.  Parece que vivenciar o contentamento no aqui agora é mais sábio do que projetarmos expectativas num futuro que nunca chega. 

GERAR MOTIVAÇÕES AMPLAS E ALTRUÍSTAS
Ter boas aspirações e motivações parece ser muito benéfico para nossa saúde mental, quando temos algum norte, quando somos movidos com entrega e plenitude. Porém a vida é incerta, as condições que temos mudam, e, talvez, devemos apreciar essas mudanças como a dança da vida, a dança dos fenômenos, que são incessantes. Ao confiar internamente no fluxo da vida, não tememos, pois nos entregamos com fé aos movimentos essenciais. Paramos de desperdiçar nossa energia e tempo no supérfluo e permitimos estar abertos aos insights, revelações e sincronicidades dessa vida humana preciosa.  A vida se torna mais significativa e a saúde física e mental são consequências desse estado interno. Portanto, que possamos aproveitar esse final de ano e dar espaço para essas contemplações em busca de uma vida mais plena e significativa. 
 

 

* Dr. Luiz Fernando Nicolodi é diretor na Clínica Maha e médico de  
família. Trata o paciente a partir de uma perspectiva integral, ou seja,  
o indivíduo passa por uma análise nos níveis físico e mental.

 

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SEMEAR

 

A ARTE DE CONSTRUIR E VIVER
COMUNIDADE EM UM
AMBIENTE VIRTUAL

Por Daniela Carvalho e Edite Faganello

 

 

Esse olhar interessado pelas interações humanas faz parte do dia a dia das fundadoras da Rede Semear, Daniela Carvalho e Edite Faganello. Elas acreditam que a convivência saudável é uma arte que precisa ser praticada. E se nos unirmos e nos apropriarmos da construção da paz, através da nossa ação diária, teremos o mundo que queremos.
A Rede Semear tem o propósito de oferecer um espaço virtual de aprendizagens e práticas para a cultura da não-violência na América Latina. Ela visa identificar e compartilhar as ações de construção de paz e não-violência que estão sendo feitas e, também, se disponibilizam a apoiar e estimular a execução de novas ações.
Essa rede nasceu em 2018 a partir da ação da Ecoletivo - educação, diálogo e convivência (http://ecoletivo.org) e do Instituto Nhandecy (http://institutonhandecy.org.br) que estão sendo feitas há muitos anos para criar a transição para um mundo mais justo, sustentável e pacífico.
Suas práticas visam estimular a promoção de uma cultura de paz e não-violência, cidadania global e valorização da diversidade cultural.

A Rede Semear é viabilizada pelo uso da tecnologia - ela acontece 100% no formato à distância, partindo da premissa que, ainda que seja virtual, esta comunidade tem o mesmo poder de um círculo presencial oferecendo um espaço de trocas e de apoio mútuo para a ação. Plataformas virtuais interativas facilitam esta aprendizagem e estimulam a formação do vínculo entre os participantes.

A rede é aberta para a participação de pessoas interessadas em dar e receber apoio para praticar a não-violência ativa, e, para isso, existem níveis de engajamento. São eles:
a) participação pontual, mediante inscrição, para conhecer o propósito e práticas da rede;
b) participação em seminários ao vivo onde se ofertam práticas de um tema específico e/ou apresentação de projetos inspiradores realizados;
c) participação em cursos e/ou práticas no formato a distância;
d) participação como egresso de um dos cursos e tornar-se uma “Semente” no estado - esta é uma oportunidade exclusiva para as pessoas que já participaram dos cursos ofertados pela rede se manterem engajadas e compartilharem seus conhecimentos, sendo agente articulador no estado.

A mobilização é feita em todos os países irmãos da América Latina. Os cursos, seminários e programas da rede são oferecidos em espanhol e português. Para se ter uma ideia, na última edição em Português, tiveram participantes de todos os estados do Brasil. Já na última edição do curso em espanhol participaram 17 países (do México ao Uruguai). É importante ressaltar que a oferta é um curso EAD.
Porém é, acima de tudo, uma experiência de comunidade. As práticas da rede são baseadas em abordagens como Comunicação Não-Violenta, Análise Transacional, Transformação de Conflitos, ética do cuidado, Pedagogia do Círculo, Carta da Terra, Pensamento Complexo, Ecologia Profunda, Dragon Dreaming, entre outras.

As ofertas de conteúdos estão baseados na autonomia, na corresponsabilidade e na auto-organização dos e das participantes. Os princípios da Carta da Terra guiam as nossas ações diárias. Eles se baseiam na interdependência global - onde estamos todos conectados e fazemos parte da comunidade da vida - e também na responsabilidade compartilhada - onde somos corresponsáveis pelo bem viver presente e futuro de toda a família humana. Todas as práticas visam contribuir com a educação não formal ou aprendizagem ao longo da vida referida pela UNESCO, que é um aprendizado em qualquer lugar a qualquer momento, de forma livre, flexível e construtiva. A aprendizagem ao longo da vida tem o seu papel fundamental no atingimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou agenda 2030. Esses objetivos e metas foram compromissos assumidos por 193 países . Mas é preciso que governos, sociedade civil e instituições precisam unirem-se para cumprir esses objetivos.

E a ação da Rede Semear acontece com este sentido de comunidade global. A partir da ação de cada um, criamos o mundo que queremos viver. Multiplicamos a paz na nossa realidade, na nossa comunidade local e também na comunidade global. A nossa ação é uma semente, a cada dia plantamos uma parte deste mundo que queremos e, também, cuidamos para que esta semente floresça a cada momento.

Juntos criamos realidade!

Faça parte desta iniciativa através do link: redesemear.ecoletivo.org
Mais informações: semear.ecoletivo.org

“Eu sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor”
Madre Teresa de Calcutá

 

Daniela Carvalho é educadora, mediadora e investigadora das interações
humanas. Doutoranda em Educação com ênfase em Mediação Pedagógica,
Mestre em Resolução de Conflitos, Paz e Desenvolvimento pela Universidade
para a Paz (Nações Unidas) e Analista Transacional certificada para a América Latina.
Fundadora da Ecoletivo, cofundadora da Rede Semear e membro do Instituto Nhandecy.

 

Edite Faganello é Pedagoga, jardineira, Eco educadora, Especialista em Transformação
de Conflitos e Estudos de Paz, em Jogos Cooperativos e Parapsicologia. Focalizadora 
de práticas de Comunicação Não-Violenta e transformação de Conflitos.
Designer Social e Cofundadora do Instituto Nhandecy e da Rede Semear.

 

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COMPORTAMENTO

 

 

O "CAMPO" E O
ANO NOVO

Por Deborah Epelman

 

 

 

O termo “Campo” é usado de várias formas em PNL Sistêmica.

Primeiramente, a própria PNLS é referida como um “Campo” de estudos e aplicação, indicando que ela cobre toda uma série de tópicos, processos e situações. Também usamos este Conceito para desenvolver a percepção de que nunca estamos sozinhos, pois “Fazemos Parte de um Todo, de um Sistema Maior”...  falamos sobre um “Campo Relacional” que existe entre Seres Humanos, que consideramos um aspecto fundamental e necessário de mudança e cura.

A Física define Campo como “uma região do espaço caracterizada por uma propriedade física, como força gravitacional ou eletromagnética ou pressão de fluído, tendo um valor determinável em cada ponto da região”.

Estou citando tudo isso, pois quanto mais estudo o Comportamento do Ser Humano - quanto mais acompanho pessoas individualmente ou em organizações - mais percebo o quanto uma boa Relação com outros é fundamental para uma Vida com Qualidade. E compreendo ainda mais a importância do Conhecimento de como o “Campo” está organizado, pois o Sistema Humano, como todos os Sistemas, se auto-organiza tanto na Harmonia quanto no Caos. Quando um Sistema está em harmonia, existe Saúde e quando está em caos, traz a possibilidade de doenças.
Desta forma, é claro que quanto mais Harmonia, melhor...

Então, desejo que em 2.020 o “Campo” de cada pessoa se Harmonize; que as Relações tornem-se realmente Humanas; que as pessoas consigam finalmente sentir-se em Paz com Elas Mesmas + para poderem se colocar na posição do Outro, percebendo como ele(a) se sente + para Observar Melhor suas Relações + para que o “Campo”, seja cada vez mais Iluminado e Pleno!!

 

Deborah Epelman é psicóloga, estuda e trabalha com comportamento e desenvolvimento
humano há mais de 30 anos. É fundadora da PAHC – Sociedade Brasileira de Programação
em Autoconhecimento e Comunicação, formando profissionais nesse campo há mais
de 20 anos, além de prestar serviços na área corporativa, escolas e instituições.

 

 

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