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UM DOS
MAIORES
SOFRIMENTOS
DA HUMANIDADE:
A ANSIEDADE

Por Isabel Uhlmann

O conceito e o contexto da ansiedade: A ansiedade é caracterizada por um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa. Todos nós, indistintamente, em algum momento de nossas vidas experimentamos medo antecipando uma situação futura. A ansiedade é natural estando associada ao instinto de sobrevivência. O ser humano sempre teve preocupação com o futuro desde os primórdios da sua existência, pois era necessário encontrar alimentação o mais breve possível, além de fugir de presas que poderiam constantemente capturá-lo. Obter comida, abrigo e fugir de possíveis presas eram as preocupações essenciais da humanidade primitiva.

Com o passar do tempo a sociedade foi avançando, produzindo alimentos industrialmente, transformando-se em meio urbano em que há risco mínimo de ataque por animais. Assim, não haveria necessidade de temer, pois encontra-se em condições financeiras razoáveis, além de alimento e disposição.

Porém, nos dias atuais há outras preocupações que incomodam.  Somos ansiosos não por suprir nossos instintos, mas por temer a possibilidade de não ter. Numa sociedade de consumo na qual estamos, os valores culturais reconhecidos são aqueles associados aos bens materiais. 
Desde criança queremos guloseimas e brinquedos. Os pais e a mídia, muitas vezes, estimulam esse comportamento. Os pais porque procuram preencher a falta de tempo com os filhos ou a falta de vontade de educar sua prole. Os bens são meios com resultado imediato. Qualquer problema parece ser curado com um brinquedo ou um doce. 
A mídia estimula a compra por razões óbvias em uma sociedade de consumo.
Quando adultos reproduzimos nossos afetos infantis, que se resumem a coisas. Queremos tudo o que os outros têm como carros, apartamentos, um emprego que pague bem, viagens, roupas, eletrônicos. Muito pouco sabemos sobre nós, parece que precisamos de um manual de instruções de emoções porque nunca soubemos nem fomos incentivados a lidar com elas. Afinal, todo choro, todas as decepções foram preenchidas com bens.
Aliado a tudo isso, apresenta-se um modelo social fixo, em que a todo momento, desde a infância nos deparamos com as seguintes perguntas: O que você quer ser quando crescer? Quer casar? Quantos filhos quer ter? Fugir desse modelo é visto com olhar estupefato. Há profissões que são socialmente valorizadas, um modelo familiar reconhecido socialmente, um padrão de vida aprovado por círculos sociais. Longe disso parece não haver vida. Há código sociais a serem seguidos.
A realidade parece patológica. Mas na verdade o é. Em doses homeopáticas somos forçados a seguir padrões herméticos sem reagir, ou melhor, a seguir e reproduzir,  parece tudo natural da forma como foi minuciosamente planejado.
Como disse, não fomos treinados a expressar o que sentimos, a lidar com nós mesmos, a descobrir um pouco como funcionamos. A todo esse quadro doentio respondemos com sintomas de ansiedade, que nada mais é que a impaciência ou medo do futuro. Não gostamos de nos deparar com algo incerto, aquilo que nos foge do controle. Numa sociedade em que se aprendeu a dizer quanto custa? Perguntar o que sinto parece ter um preço inestimável, é algo que custa caro demais.
 

 

 

Isabel Uhlmann é palestrante e coach empresarial com vasta experiência
no desenvolvimento humano. Experiência na área empresarial, tendo trabalhado
26 anos na educação profissional em uma das maiores empresas privadas brasileiras
do setor de educação e atuado no cargo de diretora e consultora de empresas.

 

 

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